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sábado, 23 de novembro de 2013

A systematic analysis of commonly used antibodies in cancer diagnostics

G Gremel et al.
A systematic analysis of commonly used antibodies in cancer diagnostics.
Histopathology (2013)

O trabalho se diz (talvez) o primeiro a trabalhar num grande coorte de carcinomas primários e metastáticos para análise da positividade de marcadores imunoistoquímicos de uso comum. Fez-se uso de tissue microarray de 940 amostras. Discuti-se sensibilidade/especificidade /valor preditivo positivo, etc… Tudo bem, apenas não compreendo como se pode iniciar uma análise desse talhe partindo da premissa que os sítios primários das lesões são seguramente desse ou daquele órgão (“only confirmed primary tumours and metastases from known primary tumours were included”) sem referir o que foi usado como “padrão-ouro”: um consenso clínico/patológico? Vai que algum carcinoma ‘confirmed’ de origem primária pulmonar (p.ex) mostra-se CK7-/CK20+/CDX2+ nesse estudo: isso não era para ser cólon desde o início?

De toda forma, segue um resumo das principais ideias:
1- SENSIBILIDADE/ESPECIFICIDADE
ALTA SENSIBILIDADE E ALTA ESPECIFICIDADE: TG, PSA e Cromogranina A
Apenas 3 anticorpos estudados mostraram alta sensibilidade e especificidade:
- TG, PSA e Cromogranina A.
ALTA ESPECIFICIDADE: GCDFP15 (proteína fluida 15 da doença macrocística) quase que só se expressou em casos de carcinoma da mama (alta especificidade) mas expressou em apenas 43% (baixa sensibilidade).
ALTA SENSIBILIDADE: HEPAR1 marcou TODOS os casos de carcinoma hepatocelular, entretanto marcou uma quantidade expressiva de carcinomas de estomago, testículo, pâncreas, cólon, colangiocarcinomas e carcinomas do pulmão.

2- DIFERENÇAS DE EXPRESSÃO EM METÁSTATSES:
O autor identificou diferenças de expressão de marcadores quando comparava o teste nas lesões primárias ou metastáticas. A Napsina-A e o TTF1 (fator 1 de transcrição tireoidiano) DIMINUIRAM sua expressão nas metástases quando comparadas à frequência de expressão no tumor primário. Da mesma forma, os carcinomas metastáticos de origem endometrial mostraram menor frequência de expressão do RP (mas não do RE). Em 135 tumores foi possível comparar o nível de expressão entre tumor primário e metástase sendo que o anticorpo onde a maior variação encontrada foi com o CEA e a menor com a TG.

3- PERFORMANCE DE PAINEIS PARA PULMÃO CÓLON E MAMA:
PULMÃO: TTF1 e NapsinaA
: Um painel com positividade tanto para TTF1 quanto para Napsina-A mostra maior especificidade e VPP para pulmão quando comparado à positividade dos marcadores isoladamente (e a sensibilidade não se altera!). A Napsina-A tem baixa sensibilidade para pulmão mas tem maior especificidade e VPP do que o TTF1. (Isso é interessante porque eu achava que o TTF1 tinha grande especificidade para pulmão). Entretanto, quando se trata de metástase, a positividade dos dois marcadores decresce significativamente.
COLON: CK20, CDX2, CK7
: CDX2 é mais específico e menos sensível para cólon que o CK20. Todos os casos de cólon do estudo marcaram ou para CK20 ou para CDX2. A adição da NEGATIVIDADE do CK7 em especificidade ainda maior mas diminui o VPP. Há autores que indicam o padrão CK7-/CK20+ mas acurado para o diagnóstico de carcinoma de cólon do que CDX2. Apesar de ser benéfico o uso dos três marcadores, o padrão CK7-/CK20+ é um pouco mais sensível e específico para colon do que o CDX2 isoladamente. ("The CK7-/CK20+ immunophenotype is more specific in differentiating colorectal adenocarcinomas from pancreatic and gastric adenocarcinomas than CDX2 expression").
MAMA: MAMAGLOBINA (MGB), GCDFP15 e RE.
: MGB e GCDFP15 não marcam outros tipos de tumor mas aparecem em apenas 50% dos carcinomas mamários. A marcação dos dois juntos é preditor robusto de origem mamária mas isso acontece em apenas 27% dos casos. 78% dos casos de mama foram RE+ mas a especificidade é baixa dado que vários carcinomas de endométrio e ovário também.

4- OUTROS DADOS:
: CKs 5, 18 e 19 não agregam para definição da origem do tumor muito embora a CK19 seja útil para distinção entre hepatocarcinoma e colangiocarcinoma e a CK5 (combinada com p63) seja útil para indicar diferenciação escamosa.
: Alguns anticorpos não informam sobre a linhagem do tumor como o CEA e o CA125. (Apesar da negatividade para CEAp ser referida como improvável para cólon).

domingo, 17 de março de 2013

Gliosis Versus Glioma?: Não faça graduação antes de saber do que se trata.

Gliosis Versus Glioma?: Don’t Grade Until You Know
Marie Rivera-Zengotita & Anthony T. Yachnis
Adv Anat Pathol 2012;19:239–249

++/+++

O trabalho ilustra tipos de gliose e como um novo imunomarcador (IDH-1) pode ser útil em diferenciar gliose de gliomas ditos “focais” (grau I da OMS) dos difusos (grau II). 

Quanto aos tipos de gliose, ilustram a astrocitose fibrosa (mais comum, com alteração gemistocítica), a protoplasmática (que cursa com clareamento da cromatina quando relacionada a doenças metabólicas, chamada The Alzheimer type II cell change e a gliose pilosa relacionada a fibras de Rosenthal (depósitos proteínaceos constituídos por GFAP e alfa-b-cristalin. A doença de Alexander é um desordem genética específica causada por mutações específicas no gen do GFAP que cursa com leucoencefalopatia extensa e abundante deposição de fibras de Rosenthal. Em lesões desmielinizantes o critério para distinção com neoplasias é a correta identificação de macrófagos que pode ser feita com o CD68. Diversamente com o que ocorre na gliose, a proliferação nos gliomas é mais irregular com tendência a formação de acúmulos. O fenômeno de satelitose peri-neuronal (ou sub-pial) é mais atribuído também à neoplasia. A gliose reacional é mais homogênea e com prolongamentos mais longos, as células tumorais tendem a ter prolongamentos menores realçados pela IHQ pelo GFAP. Entretanto, a IHQ pelo GFAP não permite o diagnóstico diferencial entre gliose reacional e glioma ou entre oligodendroglioma e astrocitoma. 

Antes de se aplicar os critérios de graduação histológica de gliomas da OMS há que se excluir a possibilidade de um glioma focal, p.ex. astrocitoma pilocítico. Este pode apresentar proliferação endo-vascular e certo índice mitótico, sem contudo afetar sua graduação como grau I.


Juízo de valor sobre o trabalho:
+/+++               zzzz...
++/+++        vale a pena
+++/+++     indispensável

segunda-feira, 11 de março de 2013

Astrocitoma Pilocítico com características semelhantes ao oligodendroglioma

Pilocytic astrocytoma with abundant oligodendroglioma-like component.
Utsuki S, Oka H, Kijima C, Yasui Y, Fujii K, Kawano N. 
Brain Tumor Pathol. 2012 Apr;29(2):103-6.

++/+++

O oligoastrocitoma não é o único tumor cerebral que possui aspecto em honeycomb. O astrocitoma pilocítico (dentre outros) pode mostrar áreas com células com halos semelhantes ao oligodendroglioma.

Relato de caso: paciente de 18 anos (Japão) com lesão localizada no vermis cerebelar causando hidrocefalia e alterações de campo visual.

Morfologia da lesão excisada: aspecto semelhante a oligodendroglioma com halos em favo de mel (“honeycomb”), por vezes com mais de um núcleo por halo. Os vasos não mostravam aspecto em tela de galinheiro (“chicken-wire”). As células invadiam profundamente o tecido nervoso cerebral, associavam-se a fibras de Rosenthal, corpos granulares eosinifílicos (limitados a uma parte da amostra). Houve positividade para GFAP e Olig2. O GFAP era mais forte nas áreas pilocíticas e mais fraco nas áreas semelhantes ao oligodendroglioma. As células não coraram Ki67. A análise do FISH feita em blocos de parafina para o status 1p/19q mostrou alelos 1p/19q intactos.

O uso do Olig2 não é útil porque também marca os astrocitomas pilocíticos. O marcador mais útil para diagnóstico dos oligodendrogliomas é o IDH1.

5 tumores que podem mostram padrão “honeycomb”: 
1. Oligodendroglioma; 2. Astrocitoma pilocítico; 3. Ependimoma de células claras; 4. Neurocitoma extraventricular; 5. Tumor glioneuronal formador de rosetas.



Juízo de valor sobre o trabalho:
+/+++               zzzz...
++/+++        vale a pena
+++/+++     indispensável

sábado, 17 de março de 2012

Ki-67 proliferative index predicts progression-free survival of patients with well-differentiated ileal neuroendocrine tumors

Ki-67 proliferative index predicts progression-free survival of patients with well-differentiated ileal neuroendocrine tumors: Summary: Ki-67 proliferative index (Ki-67 index) is suggested to be an important prognostic variable and is included as one of the grading parameters for neuroendocrine tumors. The present study was undertaken to determine the usefulness of the Ki-67 index and the corresponding tumor grade in predicting progression-free survival (PFS) of patients with ileal well-differentiated neuroendocrine tumors (wNETs). Tumors from 57 patients with ileal wNETs were studied. Immunohistochemical staining for Ki-67 was performed on the primary as well as selected metastatic tumors and quantitated by computer-assisted image analysis using the Ariol system. The tumors were graded based on mitotic activity and Ki-67 index. Clinical and pathological variables affecting the PFS were analyzed. There were 29 women and 28 men, with a mean age of 59 years. At the time of initial presentation, 8 patients (14%) had localized disease (stages I and II), 29 patients (51%) had regional (nodal/mesenteric) spread (stage III), and 20 patients (35%) had distant metastasis (stage IV). Twelve patients experienced disease progression during subsequent follow-up. Patients with initial stage IV disease were more likely to experience disease progression (P = .005). Additionally, higher histological grade (as determined by Ki-67 index >2%) was associated with a decreased PFS (P = .001). Ki-67 index greater than 2% at either the primary site or the metastatic site was found to be the only significant predictor of PFS after consideration of all other variables in an adjusted analysis. In conclusion, the Ki-67 index predicts PFS of patients with ileal wNETs.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

T cell/histiocyte-rich large B-cell lymphoma.


T cell/histiocyte-rich large B-cell lymphoma: an update on its biology and classification. Thomas Tousseyn & Christiane De Wolf-Peeters: Virchows Arch, Out 2011.

- "Therefore, reserving the diagnosis of THRLBCL to cases containing a large proportion of histiocytes might be relevant, as modulating their activity could provide new therapeutic options".

- Microambiente não-neoplásico: CD4 no NLPHL e CD8 no THRLBCL IDO à células dendríticas do THRLBCL, negativo no NLPHL STAT1 + em quase todo estroma do THRLBCL, negativo no NLPHL

Cita-se aquele autor que divide o NLPHL em quarto tipos arquiteturais, sendo o tipo A o mais diferente e o tipo D o mais semelhante, do ponto de vista arquitetural, ao THRLBCL (o tipo E é indistinguível).

- “in the pediatric population where it tends to be a local disease”
Isso me soa estranho e fico pensando se não há uma sobreposição dos casos de NLPHL com esses supostos TCRLBCL

- Os TCRLBCL normalmente não se relacionam com EBV. Os EBV+ devem ser seriamente considerados com uma variante de DLBCL relacionado ao EBV.

- Alterações citogenéticas são mais comuns no NLPHL do que no TCRLBCL e isso defavorece fortemente a tese de evolução do TCRLBCL a partir do NLPHL.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Doença de Bowen

All Bowen’s disease is squamous cell carcinoma in situ, but all squamous cell carcinoma in situ is not Bowen’s disease.

Trata-se de letter publicada no periódico Journal of Cutaneous Pathology, por Adam A. Martin. O autor cita a referência primária de Dr John T. Bowen [1] para reforçar que poucos dos casos que denominamos Doença de Bowen (DB) são, realmente, Doença de Bowen. A maioria, lesões em áreas de exposição solar, enquadra-se na denominação de carcinoma de células escamosas in situ (CCEIS), ou, no máximo, quando apresenta histologia com o aspecto descrito na DB original, "CCEIS de padrão bowenóide". O autor atribui, como possível causa da confusão, a primeira edição do 'Lever' e recentes publicações do 'Andrews', que denomiam DB e CCEIS como sinônimos. DB ocorre em áreas não expostas, é um tipo de CCEIS e guarda relação com exposição ao arsênio.

[1] Bowen JT. Precancerous dermatoses: a study of two cases of chronic atypical epithelial proliferation. J Cutan Dis Including Syphilis 1912; 30: 241.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Focusing on leaves while ignoring the forest

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Trata-se de recente trabalho (comentário) discutindo a (in)utilidade científica da publicação de relatos de casos e como esses relatos invadiram as publicações de dermatopatologia:
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For example, a clinically unusual presentation of an uncommon disease with a stereotypical histopathological presentation should have a very low priority for publication. Additionally, original articles describing the application of a new antibody randomly applied to cases without an apparent working hypothesis are of questionable value. The same holds true for an entity 'revisited' but without new insights presented.
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Segue o link do trabalho (mas para acesso a esse acho que carece de senha/login da CAPES ou congênere).

Aperio


Aperio has made the cover of Scientific American, with an article entitled Digital Diagnosis: Computerized Slides Speed Care (PDF).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Liquid-based cytology

"The current results indicated that LBC is not expected to increase sensitivity even if it is used by interpreters who have extensive experience with this technique".
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Link aí:
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Accuracy of liquid-based cytology: Comparison of the results obtained within a randomized controlled trial (the New Technologies for Cervical Cancer Screening Study) and an external group of experts. Cancer (Cancer Cytopathol) 2010.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Bernard Ackerman (1936–2008)

A. Bernard Ackerman (1936–2008)
The Most Important Dermatopathologist of the 20th Century.
Who Transformed the World of Dermatopathology.
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Links para os trabalhos biográficos sobre o Dr. Ackerman:

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Histopathology

Link para edição desse mês da histopathology:
FREE ACCESS to all articles in this "exciting" review issue (grifo nosso)
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chocolate e depressão

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http://archinte.ama-assn.org/cgi/content/short/170/8/699
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We examined the cross-sectional relationship of chocolate consumption with depressed mood in adult men and women.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Arch Pathol Lab Med (April 2010)












Archives of Pathology & Laboratory Medicine
Link para os textos disponibilizados neste mês pela revista:
PS:
1- Available Issues Here!
2- Linkei ao lado as revistas open access que consegui. Quem souber/encontrar outras, por favor, envie-nos o link ; )

domingo, 28 de março de 2010

Neoadjuvant Chemotherapy (Breast)

Artigo de Revisão sobre a abordagem dos espécimes mamários pós-QT. Texto em .pdf disponível, basta clicar no título/link abaixo:
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Pathology of Breast Carcinomas After Neoadjuvant Chemotherapy
(An Overview With Recommendations on Specimen Processing and Reporting): Sunati Sahoo, MD; Susan C. Lester, MD, PhD
Arch Pathol Lab Med—Vol 133, April 2009

quarta-feira, 24 de março de 2010

Oncocytes, Oxyphils, Hürthle, Askanazy

Arquivo (.pdf) disponível, basta clicar no link abaixo:
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Ozgur Mete & Sylvia L. Asa
Oncocytes, Oxyphils, Hürthle, and Askanazy Cells:
Morphological and Molecular Features Of Oncocytic Thyroid Nodules

Abstract : Our understanding of oncocytic change in thyroid nodules is evaluated in light of the recent progress in understanding the mitochondrial DNA, its mutations, and somatic mutations that affect mitochondrial function. These changes are largely unrelated to the genetic events that result in proliferation and neoplastic transformation of thyroid follicular epithelial cells. The criteria for diagnosing lesions that are composed predominantly of oncocytic cells are the same as those applied to follicular lesions that do not contain oncocytic cells, including follicular variant papillary carcinomas, based on nuclear morphology, immunohistochemical profiles, and molecular markers.

EYE FOR AN AI: MORE-THAN-SEEING, FAUXTOMATION, AND THE ENACTMENT OF UNCERTAIN DATA IN DIGITAL PATHOLOGY

  Olho para uma Inteligência Artificial: mais-do-que-ver, pseudo- automação e a instauração de dados incertos na patologia digital